Prisioneiro

Posted on September 3, 2010
Filed Under Contos | 1 Comment

Não consigo mais vê-la, mas ela pensa que não me recordarei daqueles poucos segundos em que pude visualizá-la por inteiro. Aquela suavidade excitante nos movimentos, enquanto eu permanecia deitado na cama daquele motel nada barato em que fomos. Belas lembranças de uma bela – e safada – mulher.

Como não se excitar com aquela ruiva, de cabelos longos, e cara que seduz qualquer cara? Ainda mais quando está apenas de sutiã, um pedaço de seda em volta da cintura, sem a calcinha, e uma liga desse pano macio indo até as meias, que vão até a metade da coxa? Quem não endurecer, ou não gosta de mulher, ou esqueceu de tomar o Viagra naquele momento.

Read more

Alerta, escoteiros do Brasil

Posted on August 23, 2010
Filed Under Geral | Leave a Comment

Não consigo expressar, por palavras, a minha emoção ao saber que o Brasil vai sediar o II Moot Scout Interamericano. Para quem não é do movimento escoteiro, e não conhece coisa alguma dele, eu explico em poucas palavras: é um evento que envolve os três continentes americanos e reúne jovens entre 18 e 21 anos para diversas atividades, principalmente culturais.

Não faço mais parte do movimento escoteiro de forma assídua, mas acredito que os meus 18 anos focados no Escotismo me credenciam a parabenizar todos os envolvidos nessa empreitada. Ah, ela ocorre entre o fim de 2013 e o início de 2014. Sensacional.

O mais sensacional é que o Rio Grande do Sul vai ser a sede da atividade. Mais precisamente no Parque Marechal Osório, em Tramandaí. Know how para uma atividade desse grande porte nós temos, já que, em 1992, foi realizado nesse mesmo local o Jamboree Colombo, que reuniu centenas de pessoas no mesmo parque.

Fora isso que o Rio Grande do Sul tem uma certa expertise na organização de grandes eventos. De 2007 para cá, foram trealizados, só em atividades para os jovens, o Mutirão Nacional Pioneiro e os I e II Camporees Gaúchos – sendo que, no primeiro evento, tive a satisfação de se rum dos organizadores.

Enfim, precisava compartilhar com todos que me lêem – gostando ou não do movimento escoteiro – dessa minha felicidade. Afinal, como se diz, “Uma vez escoteiro, sempre escoteiro”.

Fica, agora, com um pouquinho do que essa atividade pode proporcionar:

Meus parabéns, aqui, a todos os envolvidos nessa empreitada. Não vou nominar a todos, mas somente uma, que vale por todos: Cristine Ritt, coordenadora Nacional da Rede de Jovens, a qual tive o prazer de conhecer pessoalmente e de fazer a mesma parte do Grupo que ela. Beijão, Bona.

Dia histórico para a Família Dias

Posted on August 19, 2010
Filed Under Geral | Leave a Comment

O que posso dizer sobre o dia 18 de agosto de 2010? Apenas que é um dia histórico para a Família Dias. Pelo menos para mim é. Mas essa data, histórica, não se deve, apenas, pela conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América pelo Internacional. Se deve, apenas, pelas consequências dessa vitória contra aquele time de bosta do Chivas de Guadalajara que até o São José venceria colorada.

Posso descrever como o Dia que eu vi meu pai chorar.

Sim. Meu pai chorou. E eu nunca vi meu pai chorar antes. Isso porque meu pai sempre foi daqueles tipo eu, que reprime muitos dos sentimentos e emoções – pelo menos é assim que eu vejo – e vai desabafar em um canto, sozinho. Lógico, isso tudo não posso dizer com certeza, mas tenho acredito nisso, porque eu não tinha visto uma gota de lágrima saindo por aqueles olhos. E olha que motivos não faltaram para tanto: 1) Ter dois filhos; 2) Pagar (parte) da faculdade de um – minha culpa…

Nada disso fez o velho chorar. Mas a vitória de ontem, sim.

Não sei o que o fez chorar. Talvez a presença do Pelé na entrega da taça. Ou, quem sabe, o Celso Roth, que nunca ganhou um campeonato importante sequer, tornou-se vitorioso justo no time que é o maior rival do Grêmio – vale ressaltar que o tricolor demitiu o Roth no meio do ano passado após a fraca campanha no Campeonato Gaúcho.

Não interessam os motivos. Interessa que eu vi aquele velho barrigudo sentado no sofá, escorado no braço, olhando para a televisão, dizendo que eu não podia ver filme na sala porque ele queria chorar em paz. Deixei. Afinal, foi uma cena bonita de se ver.

Queria vê-lo chorar de novo. De emoção. Talvez ano que vem, caso o Grêmio saia dessa situação atual e seja campeão da Libertadores da América e o Inter tenha de entregar a faixa de campeões. Confesso que eu também choraria. Ainda mais em ver dois times que fazem a maior rivalidade do futebol brasileiro.

Parabéns Inter, pela conquista. Parabéns, pai, pela sensibilidade. =)

A primeira vez

Posted on August 15, 2010
Filed Under Contos | Leave a Comment

“A primeira vez a gente nunca esquece”. Esse foi um ditado que alguém falou. Não se com alguma noção, mas com certeza, teve muita razão ao proferir essas palavras. A primeira vez, realmente, a gente nunca esquece. Fica marcado para sempre, queiramos ou não.

Tudo isso porque, a primeira vez, é rodeada de expectativas e de misturas de sentimentos. Medo, adrenalina, vontade e receio. Difícil dizer quais as proporções exatas, mas dizer que é cerca de 25% para cada uma dessas coisas, é, digamos, o mais correto. Pelo menos para mim. Não sei se para ti também.

Read more

Desejos contraditórios

Posted on August 14, 2010
Filed Under Contos | Leave a Comment

Preciso te dizer que me fazes agir de formas distintas. Ao mesmo tempo que te odeio, te amo; que te quero, desejo que não fiques um só minuto perto de mim; que percorra o meu corpo com estes teus lábios perfeitos, mas não esteja ao meu lado quando me acordar.

Tudo isso, não sei porque. Promoves, em mim, os sentimentos mais contraditórios possíveis. O famoso “ou oito ou oitenta”. Ou talvez eu saiba o porquê – talvez até tu saibas o porquê.

Nos beijaremos loucamente e nos odiaremos após a discussão. Faremos as maiores loucuras na cama e depois não vamos querer olhar um para a cara do outro: um dia arrancarás a minha roupa; no outro me darás uma cueca nova e me mandará ir para a casa por não ter feito nada certo.

Gozaremos, à vontade, os nossos prazeres, as nossas certezas e também as nossas incertezas.

O que importa é que, apesar de tudo isso, te quero ao meu lado, e sei que me queres ao teu. Porque, independente do tempo que ficarmos juntos, a intensidade dos nossos sentimentos nos fará as pessoas mais felizes, eternamente enquanto durar.

Top 5 – Músicas para se ouvir durante a transa

Posted on August 13, 2010
Filed Under Comportamento | 6 Comments

Sexo é uma coisa muito boa. Falar é legal, mas fazer, convenhamos, é muito melhor. Ainda que algumas pessoas dividam o ato em si em “sexo com tesão” e “sexo com amor”, não interessa: longe de mim entrar nessa discussão. O importante é que sexo é bom e só não gosta quem ainda não fez – ou fez e não foi direito; nesses casos, hora de trocar de parceria.

Como fazer a transa ficar melhor? Independente se é com quem tu namora ou com quem faz só casualmente, o “pecado” que todo mundo gosta de cometer pode ser apimentado. Tem aqueles que dão preferência a brinquedinhos, outros a roupas mais sensuais… mas as músicas também são uma ótima pedida para os diversos momentos da transa – e, por que não?, das diversas formas de transa?

Então, segue a lista feita por mim e por algumas pessoas que responderam a minha pergunta no Twitter: “Qual a melhor música para se ouvir durante a transa?”.

Read more

Mick Jagger no meio dos colorados

Posted on August 12, 2010
Filed Under Esportes | Leave a Comment

A noite dessa quarta-feira prometia. Após o convite do Thomaz Rodriguez, um amigo meu do movimento escoteiro gaúcho, fui para o Só Comes, aqui em Porto Alegre, assistir o jogo do Internacional contra o Chivas de Guadalajara. Era um joguinho entre dois timinhos em busca do título continental mais cobiçado do… continente. E isso que o colorado não precisa nem vencer o campeonato: pelo Chivas ser do México, ele faz parte da Concacaf e, por isso, não pode ir para Dubai competir no Mundial Interclubes Fifa é uma ova.

Após ler no twitter que, como gremista, fui convidado a assistir o jogo por não ter mais o que fazer em uma quarta à noite, resolvi aceitar. Até pensei em levar a minha camiseta do Grêmio – pra tirar um pouco do mofo, sabe? -, mas por recomendações da minha mãe, considerei que valia mais a pena chegar em casa são e salvo do que com vários hematomas pelo corpo e algumas costelas quebradas.

Saí do trabalho e rumei para a Cidade Baixa. Cheguei lá antes do horário marcado – eram 18h50min quando apareci em frente a bodega, e o combinado era 19h30min – e resolvi dar uma voltinha pela quadra. Cantarolei algumas músicas do Foo Fighters que estava tocando no meu celular e, às 19h10min, cheguei em frente ao boteco. Sentei e esperei meus amigos chegarem.

Encontramo-nos (ó, que bonito início de parágrafo) e paramos para assistir ao jogo. Ninguém gritou o “Cala a Boca, Galvão”, até porque ouvir o jogo era o que menos acontecia, tamanha era a conversa.

Quarenta e seis minutos do primeiro tempo e o Bautista fez o gol do Chivas. Meus amigos colorados – Eduardo Furaste, Douglas que esqueci o sobrenome, Áquila que eu também não sei o sobrenome e Evelise que, pasme, não sei também o sobrenome – e outros que conheci na hora me olharam torto. Acharam que eu era o Mick Jagger da galera.

Segundo tempo, O Inter faz dois gols em menos de dez minutos. Tomei “gorraço” e alguns tapas na cabeça. Meus amigos são de fé, né? Depois o jogo acabou e tive que vir para a casa.

Todo mundo achou que eu fui lá para secar o Inter. Não fui. Sou gremista, mas secar time não é o que gosto de fazer. Posso não torcer, mas não seco de jeito algum. Talvez, por isso, eu não tenha sido o Mick Jagger colorado: se eu torcesse para o Inter, era capaz do Chivas ter ganhado essa coisa.

Já sei o que fazer da próxima vez. Vou ficar cantando “Satisfaction” durante o jogo. =)

Vai um Bib’s aí?

Posted on August 11, 2010
Filed Under Geral | 4 Comments

As empresas agora parecem estar investindo sério nas redes sociais. Porque, se eu for contar no meu Twitter, acredito que pelo menos 10% dos meus seguidores são de empresas que me adicionaram. O problema é que poucas conseguem fazer uma ação de marketing interessante.

A maioria delas fica só nas promoções, o que prolifera, cada vez mais, a raça #clienteiguatemi. Apenas para situar, os #clienteiguatemi são todos aqueles entram em determinada rede apenas para conseguir prêmios. Em consequência, tem muita empresa que investe nessa iniciativa, a fim de mostrar para os investidores “Olha, nós temos milhares de seguidores. Somos grandões”.

Só que a grande falha está aí: apenas uma troca de interesses. Quem tem Twitter corporativo está nessa pela parte quantitativa, e quem participa dessas promoções só querem saber do que vão ganhar de brinde, não se preocupando com nada além do prêmio. Isso inferniza a rede social do Twitter, em que, para mim, o interessante é a relevância do que é postado, e não os brindes que posso ganhar. Aí fica aquela guerrinha de RT’s (retwittes) que enche a timeline de todo mundo. O que é um saco, diga-se de passagem.

Mas também tem que elogiar quando a iniciativa é boa. Confesso que quando o @cinebibs começou a me seguir, pensei que era apenas mais uma empresa que estava ali para ganhar seguidores e viver de promoções, no estilo “Somos fodas porque temos milhares de seguidores”. A minha grata surpresa ao ver que estava enganado.

O @cinebibs tem um blog. O blog, tem assuntos interessantes e, até certo ponto, relevantes. Ou vai dizer que, se fores ao Festival de Cinema de Gramado, não vais querer comer bem? Ou aquele cinema ali perto de casa? Será que é confortável e de qualidade?

Com uma linguagem divertida e fácil de assimilar, o @cinebibs caiu nas minhas graças. Por isso eu recomendo, já que o Etceteraetal.com não vive de publieditorial. =)

Antes tarde do que nunca

Posted on August 8, 2010
Filed Under Geral, jornalismo | Leave a Comment

E, finalmente, a direção gremista resolveu demitir o Silas do comando do time, além do assessor de futebol, Luiz Onofre Meira. Como sou muito leigo nesse assunto de administração futebolística, não posso criticar o trabalho do segundo, porque, realmente, eu não sei o que ele fazia para dizer se era bom ou não. O Silas eu posso não saber porra nenhuma, mas pelo menos sei o que ele deveria fazer: treinar o time.

O início até que foi promissor. Os percalços durante o Campeonato Gaúcho foram sanados com o título. Infelizmente, vai ser o único título que o Grêmio vai poder ostentar por muito tempo. Porque o tricolor gaúcho é um daqueles times que entra para as competições pensando no brinde, e não no título.

Duvida? Vão aqui algumas coisas…

“O Gauchão é o Ruralito” – Isso é comum ver torcedores dos dois times dizerem, mas os gremistas com muito mais ênfase. Gauchão é campeonato fraco, o Grêmio não tem que se puxar nessa competição…

“Copa Sulamiranda é a Série B da Libertadores” – Outra coisa que todos os gremistas falam. Que é um campeonato que não vale nada, que o Grêmio não deve nem se esforçar para ganhá-lo. Afinal, é apenas a série B do campeonato continental. Não vale porra nenhuma, mesmo.

“Brasileiro é um campeonato fraco” – Já vi muitos dizendo que não vale a pena conquistar o Brasileiro. Chegar entre os três primeiros é melhor do que ficar levantando a taça das bolinhas.

É com esse pensamento medíocre que o Grêmio não ganha nenhum título e vibra quando conquista o Gauchão, a ponto de fazer festa como se fosse título mundial. Não que o Gauchão não seja importante. Para mim, o importante é título, seja ele qual for. Por isso, equipe vencedora não escolhe certame: escolhe a vitória, seja em campeonato de várzea, seja no maior campeonato do mundo.

E justamente isso o Grêmio – direção e torcida – não faz. Fica sempre competindo pelas migalhas. A vaga na Libertadores é o que vale. Vão tomar no meio do cu, vocês, que pensam assim.

A vaga na Libertadores é só o recheio desse bolo todo. Ganhar o Brasileiro e a Sulamericana é coisa de gente que quer ser campeão. Porque, assim, o time se acostuma com vitórias. Assim, os capitães se acostumam a levantar taças.

Aliás, não querer ser campeão da Sulamericana como anos atrás – já que ela não valia vaga na Libertadores – é muito contraditório. Porque muitos gremistas têm o prazer de dizer que foi campeão da Série B, com a Batalha dos Aflitos. Ora, se fica contente com a Série B do Brasileiro, não pode escolher campeonatos para vencer.

E não me venham dizer que isso tem que começar pela diretoria. Pressão sempre foi o poder da torcida. Torcida tem que apoiar o time, é verdade, mas tem que pressionar os dirigentes para ser campeão. Esperar que os dirigentes digam o que é bom para a equipe é se contentar com migalhas.

E, infelizmente, o Grêmio virou isso: uma equipe que vive de migalhas.

Do casamento infeliz para o feliz

Posted on August 2, 2010
Filed Under Contos | Leave a Comment

O marido chegou em casa, mais uma vez, trêbado. Solange não se surpreendia mais com essa atitude de Sérgio. Quase todo o santo dia ele chegava bêbado em casa. E sempre torcia para que o olho que ele desse o soco não fosse o mesmo do dia anterior. Ou que mudasse o xingão. Ouvir sempre “Tu é uma vaca que não faz nada. A estagiária é uma vaquinha, mas ela faz muita coisa” não deve ser lá uma coisa muito boa.

Pois Sérgio chegou todo bêbado. Aos tropeços, falando embaralhado, trocando as letras e quetais. Logo ela pensou “Hoje ele não me bate”. Foi até a cozinha e se muniu com uma faca, daquelas de cortar carne, maior que o pinto do marido e, segundo ela mesmo contou para as amigas, mais grossa.

O marido foi até a cozinha, gritando “Solange, vem aqui. Eu quero falar contigo e agora!”.

Solange obedeceu, mas com a faca em punhos. Ao chegar na sala, não encontrou o marido.

Sérgio, a passos mudos, chegou por trás de Solange, falando:

- Agora tu vai ver o que é bom…

- Por favor, hoje não! Hoje, não!

- Como assim, hoje não?

- Tu sempre faz isso, e hoje eu não quero. Olha o que eu tenho na mão!

Solange ameaçou Sérgio com uma faca. Toda vez que ele dava um passo para frente, lá ia ela, empunhando a arma branca direto para o salamito do marido.

O maridão ficou com medo e recuou.

- Mulher, tu não é mais a mesma…

- Tu é que não é mais o mesmo – esbravejou ela. – A única coisa que tu sabe fazer comigo é me bater. Transar que é bom, nada. E agora, se tu…

Ele percebeu quando ela baixou a guarda e se avançou na mulher. A mão direita dele levantada lembrava os tempos de ontem – literalmente – quando ele a enchia de tapa por tudo. Dessa vez, a mão foi diferente. Puxou-a pela nuca. A outra, levou o quadril dela para junto do dele. Sentiu o salamito se transformar em salame colonial.

- Essa cerveja é melhor que as outras. Até me deu vontade de transar contigo…

E foi uma noite maravilhosa. Segundo ela, conseguiram ficar mais de 15 minutos fazendo sexo. Uma alegria.

A receita, agora, é sempre ter algumas garrafas de cerveja com queijo na geladeira.

Tapas? Nunca mais. Bem, só entre quatro paredes. E às vezes é ele quem pede…

keep looking »
  • About

    This is an area on your website where you can add text. This will serve as an informative location on your website, where you can talk about your site.

  • Admin