Antes tarde do que nunca

Posted on August 8, 2010
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E, finalmente, a direção gremista resolveu demitir o Silas do comando do time, além do assessor de futebol, Luiz Onofre Meira. Como sou muito leigo nesse assunto de administração futebolística, não posso criticar o trabalho do segundo, porque, realmente, eu não sei o que ele fazia para dizer se era bom ou não. O Silas eu posso não saber porra nenhuma, mas pelo menos sei o que ele deveria fazer: treinar o time.

O início até que foi promissor. Os percalços durante o Campeonato Gaúcho foram sanados com o título. Infelizmente, vai ser o único título que o Grêmio vai poder ostentar por muito tempo. Porque o tricolor gaúcho é um daqueles times que entra para as competições pensando no brinde, e não no título.

Duvida? Vão aqui algumas coisas…

“O Gauchão é o Ruralito” – Isso é comum ver torcedores dos dois times dizerem, mas os gremistas com muito mais ênfase. Gauchão é campeonato fraco, o Grêmio não tem que se puxar nessa competição…

“Copa Sulamiranda é a Série B da Libertadores” – Outra coisa que todos os gremistas falam. Que é um campeonato que não vale nada, que o Grêmio não deve nem se esforçar para ganhá-lo. Afinal, é apenas a série B do campeonato continental. Não vale porra nenhuma, mesmo.

“Brasileiro é um campeonato fraco” – Já vi muitos dizendo que não vale a pena conquistar o Brasileiro. Chegar entre os três primeiros é melhor do que ficar levantando a taça das bolinhas.

É com esse pensamento medíocre que o Grêmio não ganha nenhum título e vibra quando conquista o Gauchão, a ponto de fazer festa como se fosse título mundial. Não que o Gauchão não seja importante. Para mim, o importante é título, seja ele qual for. Por isso, equipe vencedora não escolhe certame: escolhe a vitória, seja em campeonato de várzea, seja no maior campeonato do mundo.

E justamente isso o Grêmio – direção e torcida – não faz. Fica sempre competindo pelas migalhas. A vaga na Libertadores é o que vale. Vão tomar no meio do cu, vocês, que pensam assim.

A vaga na Libertadores é só o recheio desse bolo todo. Ganhar o Brasileiro e a Sulamericana é coisa de gente que quer ser campeão. Porque, assim, o time se acostuma com vitórias. Assim, os capitães se acostumam a levantar taças.

Aliás, não querer ser campeão da Sulamericana como anos atrás – já que ela não valia vaga na Libertadores – é muito contraditório. Porque muitos gremistas têm o prazer de dizer que foi campeão da Série B, com a Batalha dos Aflitos. Ora, se fica contente com a Série B do Brasileiro, não pode escolher campeonatos para vencer.

E não me venham dizer que isso tem que começar pela diretoria. Pressão sempre foi o poder da torcida. Torcida tem que apoiar o time, é verdade, mas tem que pressionar os dirigentes para ser campeão. Esperar que os dirigentes digam o que é bom para a equipe é se contentar com migalhas.

E, infelizmente, o Grêmio virou isso: uma equipe que vive de migalhas.

Do casamento infeliz para o feliz

Posted on August 2, 2010
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O marido chegou em casa, mais uma vez, trêbado. Solange não se surpreendia mais com essa atitude de Sérgio. Quase todo o santo dia ele chegava bêbado em casa. E sempre torcia para que o olho que ele desse o soco não fosse o mesmo do dia anterior. Ou que mudasse o xingão. Ouvir sempre “Tu é uma vaca que não faz nada. A estagiária é uma vaquinha, mas ela faz muita coisa” não deve ser lá uma coisa muito boa.

Pois Sérgio chegou todo bêbado. Aos tropeços, falando embaralhado, trocando as letras e quetais. Logo ela pensou “Hoje ele não me bate”. Foi até a cozinha e se muniu com uma faca, daquelas de cortar carne, maior que o pinto do marido e, segundo ela mesmo contou para as amigas, mais grossa.

O marido foi até a cozinha, gritando “Solange, vem aqui. Eu quero falar contigo e agora!”.

Solange obedeceu, mas com a faca em punhos. Ao chegar na sala, não encontrou o marido.

Sérgio, a passos mudos, chegou por trás de Solange, falando:

- Agora tu vai ver o que é bom…

- Por favor, hoje não! Hoje, não!

- Como assim, hoje não?

- Tu sempre faz isso, e hoje eu não quero. Olha o que eu tenho na mão!

Solange ameaçou Sérgio com uma faca. Toda vez que ele dava um passo para frente, lá ia ela, empunhando a arma branca direto para o salamito do marido.

O maridão ficou com medo e recuou.

- Mulher, tu não é mais a mesma…

- Tu é que não é mais o mesmo – esbravejou ela. – A única coisa que tu sabe fazer comigo é me bater. Transar que é bom, nada. E agora, se tu…

Ele percebeu quando ela baixou a guarda e se avançou na mulher. A mão direita dele levantada lembrava os tempos de ontem – literalmente – quando ele a enchia de tapa por tudo. Dessa vez, a mão foi diferente. Puxou-a pela nuca. A outra, levou o quadril dela para junto do dele. Sentiu o salamito se transformar em salame colonial.

- Essa cerveja é melhor que as outras. Até me deu vontade de transar contigo…

E foi uma noite maravilhosa. Segundo ela, conseguiram ficar mais de 15 minutos fazendo sexo. Uma alegria.

A receita, agora, é sempre ter algumas garrafas de cerveja com queijo na geladeira.

Tapas? Nunca mais. Bem, só entre quatro paredes. E às vezes é ele quem pede…

Gaúcho, o senhor motorista

Posted on August 1, 2010
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O povo gaúcho, muitas vezes, me surpreende. É hospitaleiro, educado com as pessoas, tem um dos sotaques mais bonitos – e falo isso não por ser gaúcho, mas porque já me falaram isso inúmeras vezes – e tem uma falta de educação tremenda quando vira motorista. É só ver no flagra da foto aí de cima.

Essa foto foi tirada enquanto eu aguardava o sinal da rua Adão Juvenal … esquina com a avenida Eduardo Prado, na Zona Sul de Porto Alegre. Um caminhão em cima da faixa de pedestre e um Ecosport, que recém havia chegado, fez a mesma coisa. Não dá para culpar a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) por falta de fiscalização. Eles não são onipresentes. Mas, convenhamos, custa ter um pouquinho de educação?

A foto me lembrou desse episódio do Pateta. O senhor motorista.

E aí, concorda ou não?

Encontro certo

Posted on July 31, 2010
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Agora pode-se dizer que “Porto Alegre entrou diveish nu mundo do Sôchiau Mídia Dêi“. Tudo isso porque a capital do Rio Grande do Sul realizou o Social Media Day na quarta-feira da semana passada, também conhecida como 28 de julho. Como diria o presidente que quer se candidatar novamente, mas segundo a legislação não pode, então colocou uma mulher no seu lugar, Luiz Inácio Lula da Silva, “Nunca na história desse país Estado” houve algo desse tipo.

E o que pode ser dito desse primeiro evento? Não posso falar pelos experts, mas para os leigos, como este que vos bloga, foi um evento bastante interessante. Primeiro, pelo evento em si: quem não entendeu que as mídias sociais podem render algumas cifras na conta bancária no dia do pagamento, tem que morrer e nascer de novo. Segundo, pelo palestrante: Ian Black, o marido da Maria Santa Helena, deu uma breve explicação da história dos blogs e de como ele conseguiu se tornar uma das referências nesse assunto.

Cases bem sucedidos e outros bem fracassados foram discutidos. Até o futuro do jornalismo entrou em pauta, principalmente pelo fato do Jornal do Brasil ter fechado a área impressa e só atuar, agora, na mídia virtual. Mas a galera não ficou só nessas de ouvir o que o Ian tinha a dizer. Alguns corajosos foram dar suas ideias. Uma dessas pessoas é Diego Senger, estudante de Publicidade e Propaganda da Unisinos, que indagou o palestrante quando este disse que muita gente não viu que, com o advento da internet, as pessoas estão lendo mais. “Na minha opinião, o que vejo é que as pessoas lêem com menos profundidade”, interveio Senger.

isso porque, de acordo com ele – e com a minha visão, também -, as pessoas estão lendo, sim, mas com menor qualidade. Isso pode se ver pelo número de analfabetos funcionais que temos a cada dia e a burrice que muitos têm adquirido, por não saber diferenciar coisas simples da língua portuguesa, como o “mas” e o “mais”.

Posso ter certeza que, todos os que foram no evento, conseguiram sair de lá pensando alguma coisa. Seja em como tornar as mídias sociais rentáveis, seja como conseguir uma namorada pela internet. Afinal, até sobre isso o Ian falou.

Portanto, quem não tiver nada para fazer toda última quarta-feira do mês, fica ligado no Twitter do Social Media Day. É quando serão marcados os próximos eventos – realizados pela Babushka Brand Enterteinment, em parceria com a DEZ Comunicação e com a Bmob – que tem tudo para dar certo. E, lógico, abrir ainda mais o debate na área e, quem sabe assim, acabar com a raça dos #clienteiguatemi.

Um leigo no FISL – O fim

Posted on July 25, 2010
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Tudo na vida tem um início, meio e fim. Tirando, acredito, a música “Amor, meu grande amor“, do Frejat. Porque ele, é incrível, consegue escrever “Tudo o que ofereço é, meu calor, meu endereço. A vida do teu filho, desde o fim até o começo”. Quase um Curioso Caso de Benjamin Button. E o Fórum Internacional do Software Livre teve o seu fim ontem, às 21 horas, na PUC do Rio Grande do Sul.

Para um leigo, como eu, o evento foi muito bom. Participei de algumas palestras que me mostraram as coisas boas do software livre. A maioria dos palestrantes, inclusive, me fizeram pensar várias vezes do porquê eu usar o Windows em vez do Linux, ou qualquer outro sistema operacional proprietário. A resposta é sempre a mesma: o Windows, para o que eu preciso utilizar – principalmente em termos profissionais – é muito melhor que o Linux, mas, como sempre, existe aquela luz no fim do túnel. E as palestras mostraram isso.

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Um leigo no FISL – Somos todos piratas

Posted on July 24, 2010
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“Sim. Eu sou pirata, e você?”. Essa foi a pergunta feita pelo “pirata” Alberto Azevedo. A resposta do palestrante das 19 horas da sala 41-E da PUC foi curta e grossa: “sim”.

De início, teve gente que só faltou se levantar da cadeira e dizer “Não sou pirata coisa nenhuma. Nem caolho eu sou!”, mas, aos poucos, o piratão mor foi explicando a sua tese.

Ora, sejamos sinceros: quem aqui não baixou, pelo menos uma vez, uma música de seu artista preferido? Ou compartilhou com o amigo aquele vídeo daquele filme que tanto gosta? Essas pessoas, de acordo com certas pessoas – incluindo, ai, a indústria do Copyright -, são consideradas piratas, pessoas de má fé que querem destruir o mundo tanto quanto o Bin Laden quer detonar os estadunidenses.

Aos poucos, Azevedo foi mostrando algumas incoerências desse povo que manda e desmanda nesse mundo tecnológico. Por exemplo, tu sabia que chamar determinado número de pessoas que não seja da tua família para assistir um filme em tua casa, por exemplo, pode ser considerado pirataria?

Tudo isso porque, aquele DVD que tu adquiriu, só pode ser visto para fins próprios, e chamar uma galera que seja tua amiga para assistí-lo significa uma sessão pública. E sessão pública, sem pedir autorização para o estúdio e bla bla bla, significa estar quebrando as regras do copyright.

Azevedo foi sucinto na palestra. “A minha ideia é tentar libertar vocês disso”. Ou seja, fazer a gente pensar a respeito da imposição pelo uso de software proprietário em vez do livre.

O palestrante mostrou alguns dados, como por exemplo do iTunes. Sessenta e cinco por cento de cada música vendida pelo sistema da Apple fica com a empresa. Outros 35% fica com os estúdios. E, segundo um estudo apontado por Azevedo, a cada música vendida a 99 centavos de dólar, o artista recebe 4 centavos. E tudo isso é para “proteger o autor”. Ou seja: o autor fica protegido, mas também não recebe, de forma “justa”, aquilo que os protetores protegem.

Fora que, ainda de acordo com essa tal pesquisa, foi comprovado que, quem baixa música da internet, é quem mais compra cd original. Que puxa, não?

Sei que o texto não diz muito o que a palestra mostrou para mim. Não consegui repassar o suficiente sobre o que foi discutido. Porém, uma coisa eu posso ter certeza: sou pirata, sim, e com orgulho.

E vou aderir ao Software Livre. Só que não de forma radical. Vai ser aos poucos. Até porque não tem como fazer um viciado se livrar de sua droga de uma hora pra outra. E eu não consigo me ver livre da Coca-Cola.

Um leigo no FISL – Aula cultural

Posted on July 23, 2010
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Era para ser apenas uma apresentação para uma discussão sobre o software livre e o conceito de Rádio Livre. Um debate sobre usar ou não plataforma livre para este tipo de “veículo de comunicação”. Acredito, ainda, que não se tenha uma definição nesse sentido, mas não vem ao caso… não neste post.

Porque esse texto tem como propósito elogiar algumas palestras que tem ocorrido. Apesar de eu só ter assistido uma, acredito que o aprendizado cultural é muito válido. E foi o que ocorreu comigo.

No momento de apresentação dos participantes da palestra, três pessoas chamaram a atenção. Entraram com tambores e muita risada. Eram o TC, o Mestre Chico e a Paula.

O importante desse intercâmbio cultural foi que, antes mesmo de eu imaginar a importância do mundo do software livre, esses caras mostraram que já pensavam sobre essas “plataformas” muito antes de eu nascer.

Legal conhecer mais sobre a cultura africana e saber que o meu diploma de jornalismo não significará nada se eu não for curioso. Afinal, eu sou diplomado e só sei falar o português: arranho o espanhol e o inglês só entendo algumas coisas. Enquanto o Mestre Chico sabe falar, pelo que eu entendi, quatro idiomas.

Cara, eu tenho muito o que aprender nessa vida. E o FISL me mostrou isso mais uma vez.

Um leigo no FISL – Pirata ou Livre?

Posted on July 23, 2010
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Essa foi a pergunta que fiquei me fazendo durante parte da palestra sobre Rádio Livre e Software Livre, realizada na sla 615 do prédio 40 da PUCRS. A discussão mental começou depois que Paulo Capra, de uma rádio livre aqui de Porto Alegre, falou que a emissora da qual faz parte não é uma rádio comunitária, muito menos uma rádio legal. E que – isso me deixou alarmado – não quer nem um pouco se legalizar.

Longe, aqui, querer discutir legalização das coisas, mas se formos partir para o lado jurídico, a rádio é ilegal, é pirata. O fato de não querer se legalizar, de bater de frente contra o estado, mostra um teor bem revolucionário da coisa. Também não quero discutir, aqui, posições políticas e afins. Muitas das coisas que o Paulo Capra falou eu concordei – principalmente da que o Estado, muitas vezes o “estimulador” das rádios comunitárias, é o primeiro a fechá-las de uma forma um tanto obscura.

Entrar nessa discussão de conceitos sobre “livre” e “pirata”, no meu caso, não é válido. Sou leigo no assunto e não tenho base suficiente para propor algum debate interessante sobre o tema. Só que continuo nessa dúvida: Toda a rádio livre é pirata? E toda rádio pirata, é livre? Ou, indo mais além: rádio livre e rádio pirata são as mesma coisa – não no sentido jurídico, mas no conceitual.

Está aberto o espaço para a conversação. Quero que você me ajude a entender um pouco desse tema. Os comentários estão livres. Aproveite-os.

Ah, o tema foi proposto por Fabiane Balvedi, a Fabs, que tem muitos amigos, pelo que pude perceber – quase todos na palestra, ao se apresentar, disse ou que era amigo dela, ou que não era amigo =P.

Um leigo no FISL – Os nerdbrindes

Posted on July 23, 2010
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Sempre achei que nerd não tinha dessas coisas, mas vi que estava errado. Cheguei hoje, às 9 horas da manhã na PUCRS, e pensei: “Vou ser o primeiro da fila para conseguir uma caricatura no stand da Caixa”.

Sabe como é, se eu sou um nerd, sou um nerd no nível – 3, já que uso o Windows, só sei linguagem html e o único nome que conheço desse mundo é o do Linus Torvalds. Então, eu posso fazer esse tipo de coisa…

Bem, é o que eu pensava. Tem gente que é pior que eu. Que vem pra cá, pelo que vi, mais pelos brindes e pra dizer “eu fui no FISL” do que pra fazer alguma outra coisa, como realmente discutir sobre a plataforma livre no Brasil.

Dá pra se ter isso como uma base prévia logo na entrada do evento. Não é nem 9 horas da manhã e já tem uma fila imensa no stand da Caixa. Chega a dar uma volta no bagulho.

Pôxa, o povo chega antes pra conseguir as mamatas? E eu pensava que o “noob” era eu.

O stand do Ig

O pessoal do Ig tem um stand também aqui no FISL. Bem legal. As gurias são bonitas e tem duas que parecem o X-Men. Estão todas de preto e com uns sorrisos estilo a Vampira. Gamei.

Aproveitei, também, pra mostrar meu talento para o Ig. Não, não fui lá fazer nenhuma demonstração dos meus dons artísticos, tipo dança e atuações. Eu só ia me inscrever no banco de talentos desse portal da internet.

Fui pedir informações pros caras e o que ele me disse foi uma coisa do tipo “Puxa!”.

- Tem que se cadastrar por aqui, mesmo. Já pode ficar na fila já que tu chegou cedo. Porque, daqui a pouco, lota.

O cara estava certo. Fui o “cabeça” de uma das filas. Em poucos minutos, já tinha uma galera se enfileirando. Algumas pessoas perguntavam que fila era essa. Quando eu respondia, faziam uma cara de decepção, mas mesmo assim entravam na fila.

Ou seja: o povo aqui, às vezes, parece que vem mais pra conseguir as coisas de graça do que pra participar do Forum. Afinal, quem fica duas horas em uma fila para conseguir uma caricatura é porque não tem, mesmo, muito o que fazer por aqui, né?

Um leigo no FISL – A saga da tomada

Posted on July 23, 2010
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Primeiro ato

Ah, a vontade de escrever a vontade do Fórum Internacional do Software Livre. Para fazer isso, a primeira cobertura “in loco” do Etcetera e tal, peguei o Mobo da minha mãe – que já foi meu, depois foi repassado ao meu pai, até chegar nas mãos dela – e rumei para o Centro de Eventos da PUCRS. Depois de dar uma de “noob” – isso é, tirar fotos; fazer algumas filmagens; e me cadastrar no Ig no Fisl, rodando a roleta e concorrendo a um iPad – resolvi fazer o primeiro texto direto daqui.

Sentei em um dos espaços liberados para usuários comuns. Em menos de cinco minutos, o netbook de 2 gb de hd flash desligou. Foi aí que percebi: estava sem bateria. “O que fazer, meu Deus?”. Em vez de virar um fã do Restart e xingar muito no Twitter, fui em busca de uma tomada, padrão internacional – porque eu sou chique… ou um pobre metido a chique. Não encontrei em lugar algum.

“Poxa, e agora? Vou ter que xingar muito no Twitter”, pensei. Mas não o fiz. Respirei fundo e saí por aí, procurando uma tomada que encaixasse com o bico de luz. É! Gente diferente é dose.

Após muita procura, o encontrei. Sentei em um daqueles espaços para grupos de usuário. Liguei o netbook e, quando o negócio começou a carregar, ouvi uma pergunta que me fez ficar um tanto desconcertado.

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