Um leigo no FISL – Somos todos piratas

Posted on July 24, 2010
Filed Under Coberturas | Leave a Comment

“Sim. Eu sou pirata, e você?”. Essa foi a pergunta feita pelo “pirata” Alberto Azevedo. A resposta do palestrante das 19 horas da sala 41-E da PUC foi curta e grossa: “sim”.

De início, teve gente que só faltou se levantar da cadeira e dizer “Não sou pirata coisa nenhuma. Nem caolho eu sou!”, mas, aos poucos, o piratão mor foi explicando a sua tese.

Ora, sejamos sinceros: quem aqui não baixou, pelo menos uma vez, uma música de seu artista preferido? Ou compartilhou com o amigo aquele vídeo daquele filme que tanto gosta? Essas pessoas, de acordo com certas pessoas – incluindo, ai, a indústria do Copyright -, são consideradas piratas, pessoas de má fé que querem destruir o mundo tanto quanto o Bin Laden quer detonar os estadunidenses.

Aos poucos, Azevedo foi mostrando algumas incoerências desse povo que manda e desmanda nesse mundo tecnológico. Por exemplo, tu sabia que chamar determinado número de pessoas que não seja da tua família para assistir um filme em tua casa, por exemplo, pode ser considerado pirataria?

Tudo isso porque, aquele DVD que tu adquiriu, só pode ser visto para fins próprios, e chamar uma galera que seja tua amiga para assistí-lo significa uma sessão pública. E sessão pública, sem pedir autorização para o estúdio e bla bla bla, significa estar quebrando as regras do copyright.

Azevedo foi sucinto na palestra. “A minha ideia é tentar libertar vocês disso”. Ou seja, fazer a gente pensar a respeito da imposição pelo uso de software proprietário em vez do livre.

O palestrante mostrou alguns dados, como por exemplo do iTunes. Sessenta e cinco por cento de cada música vendida pelo sistema da Apple fica com a empresa. Outros 35% fica com os estúdios. E, segundo um estudo apontado por Azevedo, a cada música vendida a 99 centavos de dólar, o artista recebe 4 centavos. E tudo isso é para “proteger o autor”. Ou seja: o autor fica protegido, mas também não recebe, de forma “justa”, aquilo que os protetores protegem.

Fora que, ainda de acordo com essa tal pesquisa, foi comprovado que, quem baixa música da internet, é quem mais compra cd original. Que puxa, não?

Sei que o texto não diz muito o que a palestra mostrou para mim. Não consegui repassar o suficiente sobre o que foi discutido. Porém, uma coisa eu posso ter certeza: sou pirata, sim, e com orgulho.

E vou aderir ao Software Livre. Só que não de forma radical. Vai ser aos poucos. Até porque não tem como fazer um viciado se livrar de sua droga de uma hora pra outra. E eu não consigo me ver livre da Coca-Cola.

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