Um leigo no FISL – A saga da tomada

Posted on July 23, 2010
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Primeiro ato

Ah, a vontade de escrever a vontade do Fórum Internacional do Software Livre. Para fazer isso, a primeira cobertura “in loco” do Etcetera e tal, peguei o Mobo da minha mãe – que já foi meu, depois foi repassado ao meu pai, até chegar nas mãos dela – e rumei para o Centro de Eventos da PUCRS. Depois de dar uma de “noob” – isso é, tirar fotos; fazer algumas filmagens; e me cadastrar no Ig no Fisl, rodando a roleta e concorrendo a um iPad – resolvi fazer o primeiro texto direto daqui.

Sentei em um dos espaços liberados para usuários comuns. Em menos de cinco minutos, o netbook de 2 gb de hd flash desligou. Foi aí que percebi: estava sem bateria. “O que fazer, meu Deus?”. Em vez de virar um fã do Restart e xingar muito no Twitter, fui em busca de uma tomada, padrão internacional – porque eu sou chique… ou um pobre metido a chique. Não encontrei em lugar algum.

“Poxa, e agora? Vou ter que xingar muito no Twitter”, pensei. Mas não o fiz. Respirei fundo e saí por aí, procurando uma tomada que encaixasse com o bico de luz. É! Gente diferente é dose.

Após muita procura, o encontrei. Sentei em um daqueles espaços para grupos de usuário. Liguei o netbook e, quando o negócio começou a carregar, ouvi uma pergunta que me fez ficar um tanto desconcertado.

- Oi! Tu é da Ulbra, cara? – disse a voz.

- Não!

- É que esse espaço é só para o pessoal do PHP da Ulbra – informou ele, apontando para o cartazinho que tinha impresso “Grupo Ulbra”.

- Hmmm. Não posso usar aqui?

- É que esse lugar aqui é reservado para nós.

Olhei em volta, e na mesa não tinha nem meia dúzia de gato pingado. Olhei para o cara de novo e perguntei.

- Estou atrapalhando?

- Não! – respondeu ele.

- É que eu vim aqui só pra carregar o computador. Tá sem bateria e aqui foi onde achei a tomada que cabe a minha fonte (não muito nessas palavras, mas foi isso que eu quis dizer).

- Ah! É que eu também preciso dela.

- Tem um “T” pra emprestar?

- Não.

Desliguei o computador, arrumei minha mochila e saí em busca de uma tomada.

Segundo ato

Perambulei por aí com o netbook na mochila. Encontrei, do lado do espaço reservado pra imprensa, algumas pessoas com notebooks com Linux como sistema operacional. Pensei “Aqui tem uma tomada…”. Ledo engano. Não tem tomada no espaço dos blogueiros.

A única que encontrei, na verdade, estava sendo usada por um mini-japa. E era a tomada que a minha fonte encaixava. Fiquei chateado, porque não teria como dividir o espaço.

Um homem de preto, que não era o Will Smith, nem o Tommy Lee Jones, estava andando por ali. Era da organização, dizia o crachá. Pedi ajuda.

- Onde tem uma tomada aqui?

Ele procurou, procurou, procurou, e não encontrou. Encontrou apenas um senhor baixinho, uns dois Mestre Yoda de tamanho. Paulo, é o nome dele.

- Onde tem uma tomada? – perguntou o cara de preto.

- Nos espaços para os grupos de usuários – respondeu.

- Mas eu não sou de grupo de usuário. Sou um cara comum que precisa carregar o note – eu disse.

- Vamos procurar que a gente acha…

Procuramos. Fomos até um lugar de grupo de usuários. Um monte de tomada. Mas padrão nacional. Ou seja: no “tomada” for me.

Terceiro ato

Já estava quase batendo com a cabeça na parede quando voltei ao espaço dos blogueiros. Do nada, um cara do Instituto Federal Farroupilha, do Campus Panambi (RS), tirou da mochila um “pente” com uma série de tomadas. Todas do tipo que eu precisava. Se ele fosse mulher, eu dava um beijo. Mas como não é, agradeci.

Mas vou fazer isso publicamente: Valeu, Christian Brackmann. Me salvou o dia.

Fim

Agora é carregar a bateria do netbook – que não sei quanto tempo demora – e sair por aí para ver o que mais o FISL me reserva de bom. Mas amanhã eu trago um pente de casa, se eu tiver. Já que fui ajudado, tenho que ajudar os outros.

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