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	<title>Etcetera e tal</title>
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	<description>Um pouco sobre tudo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Sep 2010 22:06:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Prisioneiro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 22:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consigo mais vê-la, mas ela pensa que não me recordarei daqueles poucos segundos em que pude visualizá-la por inteiro. Aquela suavidade excitante nos movimentos, enquanto eu permanecia deitado na cama daquele motel nada barato em que fomos. Belas lembranças de uma bela – e safada – mulher. Como não se excitar com aquela ruiva, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo mais vê-la, mas ela pensa que não me recordarei daqueles poucos segundos em que pude visualizá-la por inteiro. Aquela suavidade excitante nos movimentos, enquanto eu permanecia deitado na cama daquele motel nada barato em que fomos. Belas lembranças de uma bela – e safada – mulher.</p>
<p>Como não se excitar com aquela ruiva, de cabelos longos, e cara que seduz qualquer cara? Ainda mais quando está apenas de sutiã, um pedaço de seda em volta da cintura, sem a calcinha, e uma liga desse pano macio indo até as meias, que vão até a metade da coxa? Quem não endurecer, ou não gosta de mulher, ou esqueceu de tomar o Viagra naquele momento.</p>
<p><span id="more-1048"></span></p>
<p>Os olhos! Ah, que olhos. Olhos castanhos, que às vezes ficam verdes, dependendo do ângulo em que a luz incide sobre a íris, surgiram do nada pela parte dos pés do colchão. As mãos, deslizando pelo lençol e os seios tocaram de leve as pontas dos meus pés. Eu estava deitado, com a cabeça repousada em dois travesseiros. Tudo isso para vê-la, me excitando sem me estimular diretamente no meu sexo.</p>
<p>Uma gata. Era isso que ela era naquele momento, uma gata incorporada em um corpo de mulher. Pois não é possível descrever qualquer outro animal que consiga ter uma desenvoltura delicada como a que ela teve durante os poucos minutos que se encaminhou até mim, de quatro. E como não sentir o sangue correr e as veias latejarem com uma mulher que, aos poucos, olha para o teu corpo, roça aqueles seios, firmes, redondos, em forma de maçãs perfeitas? E quando, depois de deixá-lo ali, a milímetros da barriga dela, joga os cabelos para trás – ficando irregulares nos lados do corpo – e solta aquele gemido delicioso, seguido de um sorriso malicioso enquanto tu estás de boca aberta? Tem como? Se tiver, não me explique, porque eu quero me excitar.</p>
<p>Mas ela é safada. Se enquanto está de roupa, sentada contigo, em um bar, parece apenas uma menina normal, na cama ela mostra que tu estás redondamente enganado.</p>
<p>O balançar do quadril, que tu só consegue ver de um lado para o outro porque ela empina a bunda vez ou outra, friamente calculada, como uma serial killer do sexo. A cada movimento, a cada olhar, a cada sorriso, um palpitar maior em meu coração – e um estouro de excitação.</p>
<p>Tudo isso durou menos de dois minutos, e eu já estava ali, sem saber o que fazer. Controlando o desejo de gozar naquele corpo que só não é mais perfeito porque a minha imaginação é fértil demais. E pensar que eu demorei todo esse tempo para, finalmente, ter coragem de dizer tudo isso que eu queria fazer com ela. Ô, timidez desgraçada, essa.</p>
<p>De súbito, ficamos rosto a rosto. Eu estava ofegante. Ansioso. Com medo. E ela gostava disso tudo. Ela, que estava ali, de quatro para mim, sentada um pouco a frente do meu sexo, deixando-o roçar no encontro de suas nádegas, louco para gozar ali mesmo, assim, sem mais, nem menos.</p>
<p>“Mas é uma puta”, eu pensei. Mas só pensei. Só que ela deve ter descoberto o meu pensamento. Pois veio, lentamente, se aproximar de mim, dando-me um selinho, que muitos, em ocasiões nada especiais, achariam um lixo. Eu não achei. Nem o meu pau. Enfim, ela sabe como deixar um cara louco, né?</p>
<p>Meus olhos corriam daqueles lábios para os olhos. Encaravam aquela língua, que era mordida libidinosamente pelos dentes perfeitos, e depois se deparavam com aqueles seios. E minhas mãos loucas para apalpá-los, mas não conseguiam. Eu pensava que eu estava paralisado de tanto tesão, mas não.<br />
Como uma policial, prendeu-me na cabeceira da cama. Cada pulso ali, envoltos por um pano preto, que eram ligados àquela armação de metal. Agora entendi porque ela insistiu tanto em escolher aquele motel. “Vadia”, é isso que pensei dela. “Gostosa”, foi isso que a cabeça ali de baixo pensou. Claro, não era ela quem estava na situação: ela podia ver aquilo que eu queria colocar a minha língua.</p>
<p>O riso. Ah, o riso. Eu ficaria com medo se não estivesse excitado. Cada respirada, cada risada maliciosa, era um pulsar mais forte em meu peito e um latejar mais solto ali, livre.</p>
<p>Sentada sobre o minha barriga, deixou seu troco ereto. Eu pude vê-la, da cintura até o rosto, que me fitava com uma cara de alguém que conseguiu tudo o que queria. Tornei a baixar meus olhos, para tentar vislumbrar um pouco mais daquele corpo e descobrir um pouco mais do que estava sem nenhuma vestimenta. Mas ela não deixou. A vadia não deixou. Pois o quadril estava mais para trás, proibindo eu finalmente descobrir como é o desenho dos pelos dela ali. Se é que ela tem pelos ali.</p>
<p>Vaca.</p>
<p>As mãos, que estavam em suas coxas, foram até as costas. A adrenalina percorreu pelo meu corpo. Até que, enfim, alguma coisa eu poderia ver. Poderia sanar a dúvida de como que são os bicos de seus seios e como são as manchas que o envolvem. Só que, como toda gramática, o poderia se remete ao futuro do pretérito, não? Então, eu só PODERIA ver, mas não vi.</p>
<p>Isso tudo porque ela tirou, de trás das presilhas do sutiã, outro pedaço preto de pano. Além disso, a vagabunda me mostrou aquela longa tira e deu uma gargalhada, gostando de me torturar.</p>
<p>Ficou novamente de quatro e, suavemente, as coxas ficaram ao lado do meu tronco. Senti aquela tira sobre o meu peito e olhava fixamente para aqueles seios, com um pesar. “Nunca vou descobrir como eles são”, sussurrei para mim. Enrijeci todo ao sentir aqueles lábios me darem beijos leves no pescoço, no queixo, para depois ela sugar a minha saliva com um beijo voluptuoso. E o meninão lá, duro como uma barra de ferro.</p>
<p>Em pouco tempo, eu já estava vendado. Senti a umidade do sexo alheio sobre meu peito, após ter me cegado com aquele pano preto cheiroso.</p>
<p>A umidade dela percorreu delicadamente o meu corpo até encontrar com o meu sexo, não me deixando penetrá-la.</p>
<p>Ouvi um clique. O pau ficou mais duro. Um uivar de leve, como se fosse um vento. Mais dureza ali e mais temores – e adrenalina, e palpitações, e respirações ofegantes – aqui. Não vi os seios, mas senti-os percorrerem selvagemente o meu tronco até ela me dar outro beijo malicioso. Pena que depois a minha língua ficou procurando a dela pelo ar.</p>
<p>Agora tu vai ver o que eu sou capaz de fazer – sussurrou em meu ouvido.</p>
<p>Mais excitação. Mais desejo. Mais pesar. Não sabia o que ela ia fazer. Só senti os seus lábios descerem o meu corpo, em beijos molhados. Não fiz mais nada. Afinal, como eu ia fazer alguma coisa, atado e vendado, naquela cama de motel?</p>
<p>Eu não era mais nada além de um prisioneiro dela. Um prisioneiro do sexo.</p>
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		<title>Alerta, escoteiros do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 14:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não consigo expressar, por palavras, a minha emoção ao saber que o Brasil vai sediar o II Moot Scout Interamericano. Para quem não é do movimento escoteiro, e não conhece coisa alguma dele, eu explico em poucas palavras: é um evento que envolve os três continentes americanos e reúne jovens entre 18 e 21 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo expressar, por palavras, a minha emoção ao saber que o Brasil vai sediar o <a href="http://www.escoteirosdecanoas.com/blog/2010/08/20/aha-uhu-o-rover-moot-e-nosso/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.escoteirosdecanoas.com/blog/2010/08/20/aha-uhu-o-rover-moot-e-nosso/?referer=');">II Moot Scout Interamericano</a>. Para quem não é do movimento escoteiro, e não conhece coisa alguma dele, eu explico em poucas palavras: é um evento que envolve os três continentes americanos e reúne jovens entre 18 e 21 anos para diversas atividades, principalmente culturais.</p>
<p>Não faço mais parte do movimento escoteiro de forma assídua, mas acredito que os meus 18 anos focados no Escotismo me credenciam a parabenizar todos os envolvidos nessa empreitada. Ah, ela ocorre entre o fim de 2013 e o início de 2014. Sensacional.</p>
<p>O mais sensacional é que o Rio Grande do Sul vai ser a sede da atividade. Mais precisamente no Parque Marechal Osório, em Tramandaí. Know how para uma atividade desse grande porte nós temos, já que, em 1992, foi realizado nesse mesmo local o Jamboree Colombo, que reuniu centenas de pessoas no mesmo parque.</p>
<p>Fora isso que o Rio Grande do Sul tem uma certa expertise na organização de grandes eventos. De 2007 para cá, foram trealizados, só em atividades para os jovens, o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MRmi_wJHiME" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=MRmi_wJHiME&amp;referer=');">Mutirão Nacional Pioneiro</a> e os I e II Camporees Gaúchos &#8211; sendo que, no primeiro evento, tive a satisfação de se rum dos organizadores.</p>
<p>Enfim, precisava compartilhar com todos que me lêem &#8211; gostando ou não do movimento escoteiro &#8211; dessa minha felicidade. Afinal, como se diz, &#8220;Uma vez escoteiro, sempre escoteiro&#8221;.</p>
<p>Fica, agora, com um pouquinho do que essa atividade pode proporcionar:</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XBKcgFLxJWg?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XBKcgFLxJWg?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Meus parabéns, aqui, a todos os envolvidos nessa empreitada. Não vou nominar a todos, mas somente uma, que vale por todos: Cristine Ritt, coordenadora Nacional da Rede de Jovens, a qual tive o prazer de conhecer pessoalmente e de fazer a mesma parte do <a href="http://www.gelmo.org.br" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.gelmo.org.br?referer=');">Grupo</a> que ela. Beijão, Bona.</p>
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		<title>Dia histórico para a Família Dias</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 15:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[O que posso dizer sobre o dia 18 de agosto de 2010? Apenas que é um dia histórico para a Família Dias. Pelo menos para mim é. Mas essa data, histórica, não se deve, apenas, pela conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América pelo Internacional. Se deve, apenas, pelas consequências dessa vitória contra aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que posso dizer sobre o dia 18 de agosto de 2010? Apenas que é um dia histórico para a Família Dias. Pelo menos para mim é. Mas essa data, histórica, não se deve, apenas, pela conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América pelo Internacional. Se deve, apenas, pelas consequências dessa vitória <del datetime="2010-08-19T14:54:05+00:00">contra aquele time de bosta do Chivas de Guadalajara que até o São José venceria</del> colorada.</p>
<p>Posso descrever como o Dia que eu vi meu pai chorar.</p>
<p>Sim. Meu pai chorou. E eu nunca vi meu pai chorar antes. Isso porque meu pai sempre foi daqueles tipo eu, que reprime muitos dos sentimentos e emoções &#8211; pelo menos é assim que eu vejo &#8211; e vai desabafar em um canto, sozinho. Lógico, isso tudo não posso dizer com certeza, mas tenho acredito nisso, porque eu não tinha visto uma gota de lágrima saindo por aqueles olhos. E olha que motivos não faltaram para tanto: 1) Ter dois filhos; 2) Pagar (parte) da faculdade de um &#8211; minha culpa&#8230;</p>
<p>Nada disso fez o velho chorar. Mas a vitória de ontem, sim.</p>
<p>Não sei o que o fez chorar. Talvez a presença do Pelé na entrega da taça. Ou, quem sabe, o Celso Roth, que nunca ganhou um campeonato importante sequer, tornou-se vitorioso justo no time que é o maior rival do Grêmio &#8211; vale ressaltar que o tricolor demitiu o Roth no meio do ano passado após a fraca campanha no Campeonato Gaúcho. </p>
<p>Não interessam os motivos. Interessa que eu vi aquele velho barrigudo sentado no sofá, escorado no braço, olhando para a televisão, dizendo que eu não podia ver filme na sala porque ele queria chorar em paz. Deixei. Afinal, foi uma cena bonita de se ver.</p>
<p>Queria vê-lo chorar de novo. De emoção. Talvez ano que vem, caso o Grêmio saia dessa situação atual e seja campeão da Libertadores da América e o Inter tenha de entregar a faixa de campeões. Confesso que eu também choraria. Ainda mais em ver dois times que fazem a maior rivalidade do futebol brasileiro.</p>
<p>Parabéns Inter, pela conquista. Parabéns, pai, pela sensibilidade. =)</p>
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		<title>A primeira vez</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 20:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[“A primeira vez a gente nunca esquece”. Esse foi um ditado que alguém falou. Não se com alguma noção, mas com certeza, teve muita razão ao proferir essas palavras. A primeira vez, realmente, a gente nunca esquece. Fica marcado para sempre, queiramos ou não. Tudo isso porque, a primeira vez, é rodeada de expectativas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A primeira vez a gente nunca esquece”. Esse foi um ditado que alguém falou. Não se com alguma noção, mas com certeza, teve muita razão ao proferir essas palavras. A primeira vez, realmente, a gente nunca esquece. Fica marcado para sempre, queiramos ou não.</p>
<p>Tudo isso porque, a primeira vez, é rodeada de expectativas e de misturas de sentimentos. Medo, adrenalina, vontade e receio. Difícil dizer quais as proporções exatas, mas dizer que é cerca de 25% para cada uma dessas coisas, é, digamos, o mais correto. Pelo menos para mim. Não sei se para ti também.</p>
<p><span id="more-1038"></span></p>
<p>Quando chegamos naquele quarto escuro não sabia o que estava me esperando. O medo que esta nossa primeira vez me fez sentir foi, ao mesmo tempo, excitante e aterrorizante. Excitante porque eu não sabia o que estava por vir. Aterrorizante pelo mesmo motivo. Ainda mais naquele motel, algo que eu nunca tinha conhecido interiormente.</p>
<p>Espelhos e mais espelhos ao redor da cama. Não me contive e tive de olhar para o teto. Me impressionei ao ver meu reflexo em proporções maiores. Toda a área do teto continha espelhos. Que coisa, não?</p>
<p>Foi quando tu chegou por trás de mim. Tuas mãos, macias como seda, acariciaram meu peito. As unhas aproveitaram para arranhar-me, mesmo eu estando de camisa. Como não era grossa, as tuas unhas de mulher, recém-feitas, me marcaram de um jeito dolorido, porém gostoso. Não consegui deixar de me excitar quando me disse, ao pé do ouvido, um sussurrado “Deita&#8230;”.</p>
<p>Como se estivesse aprisionado, me encaminhei até a cama. Os lençóis também eram macios. Nem parecia que, ali, há pouco tempo, outro casal estivera fazendo o que, pela primeira vez, fizemos. Bela lembrança que tenho de nós&#8230;</p>
<p>Escorei minhas costas na cabeceira da cama. Fiquei te procurando por todos os lados, e não a encontrava. Meu coração começou a palpitar de uma forma que pensei que iria morrer. A pulsação era enorme, a ansiedade e a adrenalina também. Preciso dizer que a excitação fazia meu sexo ficar do tamanho que eu nunca tinha imaginado que poderia ficar?</p>
<p>Pois é. Tu causou esse sentimento. Tesão&#8230; ah, tesão&#8230; Não sentia isso desde a última vez que me masturbei pensando em ti. Se é que se pode sentir tesão pela mão, não é?</p>
<p>Foi quando, aos poucos, as luzes do quarto foram se apagando. Como se soubesses onde cada interruptor ia dar, deixou apenas aquelas vermelhas, suaves, que ficam uma em cada canto do quarto, acesas. Delicadamente, saiu do corredor, a passos lentos e libidinosos.</p>
<p>Dançava como se uma música, própria para striptease, estivesse tocando para nós. Mas não aquelas frenéticas. Aquelas músicas, em que a vocalista usa uma voz sensual e um ritmo envolvente, fazendo o cara, ao mesmo tempo, rasgar tudo o que a mulher veste e também não fazer nada. Escolhi a segunda opção. Afinal, não me sentia em um filme pornô para te tirar as vestimentas alucinadamente e te encher de tapas na bunda e te chamar de minha puta.</p>
<p>Não. Nada disso. Queria tu no comando. E, com certeza, tu estava no comando. A única coisa que eu comandava eram as minhas mãos, que insistiam em entrar em minha calça e começar o que tu estava demorando para fazer. Mas relaxei assim que me olhou, me censurando de uma forma excitante.</p>
<p>Riu, maliciosamente, ao me ver colocando as mãos ao lado de minhas pernas. Eu também ri, mas constrangido. E olha que uma mulher me constranger é difícil. É mais fácil – muito mais fácil, aliás – eu constranger vocês.</p>
<p>Quando jogou os cabelos para trás, imaginei o que estava por vir. Acredito que percebeu, pois vi que ficou receosa, por um  momento. Mordeu os lábios, como se era isso mesmo que queria fazer. Como já estávamos envolvidos, e ali, apenas consenti com a cabeça. Será que era eu quem estava no comando?</p>
<p>Mexeu o quadril suavemente para a esquerda e para a direita. As tuas mãos, ora repousadas sobre as coxas, delicadamente deslizaram para cima, passando pela cintura e levantando um pouco da tua camisa. Parte dela ficou para dentro, enquanto outra um pouco para fora da calça. Continuou o movimento até parar nos seios.</p>
<p>Ao balançar os cabelos para frente e depois jogá-los para trás novamente me fez pensar se não tinha feito isso alguma outra vez, como me dissera minutos antes, aparentando um nervosismo inocente.</p>
<p>Com o tronco um pouco inclinado para mim, podia ver, de relance, o desenho dos teus seios. E que belos seios, tu tens. Acho que não foi por pouca coisa que tu, devagarzinho, recompôs a postura original do teu corpo, mexendo, novamente, o quadril suavemente para um lado e para outro.</p>
<p>Em um ritmo lento e excitante, enquanto as pernas movimentavam a cintura de um lado para outro, tuas mãos, de forma delicada, abriam, um por um, os botões da camisa que estavas vestindo. Foi lento, muito lento, mas excitante – muito excitante. Me sentia em uma câmara de tortura. Mas a tortura sexual – daquelas que a gente quer fazer, mas não sabe o que, nem como, fazer.</p>
<p>Não resisti quando tu segurou cada borda da camisa e abriu um pouco mas, deixando-me ver a tua barriga, desnuda, e o sutiã de renda transparente, que usavas.</p>
<p>Aproveitando-se da minha excitação, colocou primeiro o pé direito na cama e, depois, subiu com os dois no colchão. O quadril ia para um lado e para outro a cada passo que davas em minha direção. Ali embaixo, eu estava explodindo.</p>
<p>Tu é uma menina perceptiva. Porque sorriu indecentemente inocente para mim, ao me ver de boca aberta olhando para os teus olhos, fixos, sem me mexer – o único lugar que se mexia era ali, dentro da minha cueca.</p>
<p>Quase arranquei o zíper da minha calça quando, devagar, desceu até a minha barriga, onde pude sentir o jeans da tua calça se esfregar em minha camisa. Depois, ao ficar de quatro, me olhando fixamente, não sei como resisti quando veio até mim e me sussurrou no ouvido “Me dá um motivo para te amar” e tornou a se inclinar para trás.</p>
<p>As mãos, agora, ficaram ao lado do meu rosto. Eu estava explodindo ali, e tu, com certeza, percebeu, pois já estava sobre mim, mesmo nós estando de calça. Com as mãos escoradas na cabeceira, sussurrou no meu outro ouvido “Me dá um motivo pra ser tua, só tua&#8230;”.</p>
<p>Tentei te beijar para mostrar as razões para ser minha, mas tu não deixou. Tornou o corpo para trás, ficando ereta – e eu, ali, ereto; bem rijo – porém, sem antes disso, deslizar as mãos de forma indelicada sobre meus ombros, passando pelo meu peito, minha barriga para, depois, subí-las pelas coxas até a cintura da calça.</p>
<p>Os dedos polegares entraram pela borda da calça. Ora se separavam, ora se juntavam, me excitando cada vez mais, por saber o que tu iria fazer, mas sem saber quando faria. Enquanto isso, movimentava o quadril para cima e para baixo, encostando de leve em mim, e me deixando longe do teu sexo segundo sim, segundo não. A mesma coisa com a cabeça. Um pouco para trás, um pouco olhando para mim. A boca vez em quando aberta, vez em quando fechada&#8230; E eu ali, louco para te possuir e dizer que tu será minha, só minha, e de mais ninguém.</p>
<p>Meus olhos estavam atentos ao teu rosto, mas meu ouvido estavam alertas. Não foi a toa que olhei novamente para a tua cintura ao ouvir o estalo de botão sendo aberto. E tu, safada como só uma inocente sabe ser, abria e fechava a portinha lenta e indelicadamente.</p>
<p>Abriu as pernas, colocou o corpo todo para trás, me deixando a mostra o teu sexo coberto pelas calças só para me enlouquecer, né? Não foi à toa que pensei “Mas é uma vadia”. Só não imaginava que seria um pensamento alto e que tu gostaria de ouvir, né?</p>
<p>Acho que foi até por isso que, apoiada sobre as mãos, fazia movimentos com os quadris e a barriga como se fossem uma onda do mar e meu corpo fosse a areia da praia, pois suavemente tu encostava em mim, me deixando cada vez mais louco. Aquelas tuas coxas, abertas, só para mim, e eu não podendo abocanhar o que estava na minha frente, só porque eu estava petrificado com a tua maldita sensualidade.</p>
<p>Não demorou muito e levantou-te bem devagar, me excitando muito. Ao ficar de costas para mim, pensei que ia me abandonar, mas mesmo assim, seria um abandono bom: afinal, a tua bunda estava bem na frente dos meus olhos.</p>
<p>E preciso confessar, tinha quase certeza que iria me abandonar, não fosse tu mexer, novamente, o quadril de um lado para outro após ter se reclinado para mim e ter me chamado para olhar nos teus olhos, enquanto estavas entre as tuas pernas abertas, olhando para mim, para, logo depois, ficares toda de pé e olha para trás, para ver se estou olhando para o teu quadril ou teus olhos.</p>
<p>Mais uma vez, fiquei constrangido pela minha indiscrição. Algo que, preciso repetir, não é comum de acontecer. Mas não consegui me segurar. Alguns momentos, como tu mesma viu, eu olhava para os teus olhos, mas outras horas eu olhava para o teu quadril. Afinal, não é sempre que uma mulher começa a tirar, lentamente, a calça para mim, né? Mostrando as qualidades perfeitas daqueles dois volumes traseiros, separados por uma calcinha preta, cavada.</p>
<p>Também não é sempre que, enquanto baixa a calça, desce até o meu peito e me pede um beijo entre no sexo, quando o coloca em minha boca um pouco antes de tornar a subir para, depois, dar um giro  de 180 graus para ficar novamente de frente para mim, né?</p>
<p>Antes de continuar, preciso te elogiar: tu tem um gosto muito bom. Sério.</p>
<p>Enquanto eu imaginava aquele gosto dos teus lábios inferiores, tu tirava, delicadamente, a calça. Primeiro, uma perna. Depois, a outra. Quando colocou as calças sobre os ombros, deixando as pernas sobre os seios, ainda cobertos pelo sutiã e pela camisa aberta, quase abri meu zíper. Só não abri porque tu disse que não e, logo após isso, jogou a roupa para longe de nós – e garanto que ouvi o abajur caindo, mas não quis conferir.</p>
<p>Eu já estava louco quando me mandou deitar – o que eu fiz sem cerimônia – e colocou os pés ao lado dos meus ouvidos, para que, assim, eu pudesse ver aqueles lábios que eu tanto queria beijar. Poder tirar aquela calcinha preta para o lado e colocar a minha língua para dentro de ti. Mostrar, de uma vez por todas, porque tu tem que ser minha mulher.</p>
<p>Aos poucos, a tua boca que fica entre as coxas foi ficando maior, assim como o meu desejo de te possuir. Estavas agachando-se ao meu lado e me deu o prazer de te dar um “selinho” onde eu queria dar um beijo de língua. Mas vá, tudo bem, quem estava no comando era tu e eu só tinha que aceitar, né? Pelo menos pude sentir os teus seios e beijá-los, já que ficou ali, parada, escorando as mãos no travesseiro em que minha cabeça repousava.</p>
<p>Só que tu é malvada. Muito malvada, pois logo tirou os seios de minha boca.</p>
<p>Pensando bem, não é tão má assim porque me beijou na boca de uma forma voluptuosa, contrastando o gosto de menta do teu hálito com o que eu tinha na minha boca, após tê-la beijado ali, naquela parte úmida e – talvez a mais – gostosa do teu corpo.</p>
<p>Me deixou querendo mais provar os teus lábios, mas eles estavam em outra “vibe”, como diriam os baladeiros de plantão. Digo isso porque tu começou a me beijar o pescoço enquanto as mãos abriam os botões da minha camisa para, depois, tua boca me beijar ali.</p>
<p>Foi fazendo isso até chegar em meu cinto. Não consegui criar coragem para te olhar nos olhos, mas vi no espelho do teto que tu estava olhando para mim e se divertindo com a minha excitação.</p>
<p>A cada movimento que fazia para abrir meu cinto, eu explodia de excitação e de adrenalina. Foi assim com o cinto, quando tu abriu o botão da minha calça apenas com o polegar e com o indicador da mão esquerda, enquanto que a direita abria o ziper. Levantei um pouco do meu quadril quando puxou a minha roupa mais para baixo e, depois, com a boca, puxou a minha cueca.</p>
<p>E lá estava eu, ereto, rijo, duro, como uma barra de ferro. Vi que tu olhou para ele de uma forma excitada e curiosa, louca para saber o gosto. Mal pude sentir o teu hálito refrescante em mim quando, assustado, acordei.</p>
<p>Estava suando frio, como pude perceber pelo lençol molhado. Ouvi um gemido de “amor, está tudo bem?” e a minha excitação estava se esvaindo. Tudo isso porque eu olhei para o lado e vi que, quem estava ali, era a minha namorada, e não tu.</p>
<p>Antes que tudo aquilo fosse em vão, fui ao banheiro. Tive de, alguma forma, gozar por tudo o que tu fizera por mim. Pena que foi em sonho, mas foi em um sonho muito, mas muito, real.</p>
<p><em>Esse texto foi escrito ao som de “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=LiGVOvPmR3o&#038;feature=fvst" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=LiGVOvPmR3o_038_feature=fvst&amp;referer=');">Glory Box</a>”, da banda Portishead.</em></p>
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		<title>Desejos contraditórios</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 22:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Preciso te dizer que me fazes agir de formas distintas. Ao mesmo tempo que te odeio, te amo; que te quero, desejo que não fiques um só minuto perto de mim; que percorra o meu corpo com estes teus lábios perfeitos, mas não esteja ao meu lado quando me acordar. Tudo isso, não sei porque. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso te dizer que me fazes agir de formas distintas. Ao mesmo tempo que te odeio, te amo; que te quero, desejo que não fiques um só minuto perto de mim; que percorra o meu corpo com estes teus lábios perfeitos, mas não esteja ao meu lado quando me acordar.</p>
<p>Tudo isso, não sei porque. Promoves, em mim, os sentimentos mais contraditórios possíveis. O famoso &#8220;ou oito ou oitenta&#8221;. Ou talvez eu saiba o porquê &#8211; talvez até tu saibas o porquê.</p>
<p>Nos beijaremos loucamente e nos odiaremos após a discussão. Faremos as maiores loucuras na cama e depois não vamos querer olhar um para a cara do outro: um dia arrancarás a minha roupa; no outro me darás uma cueca nova e me mandará ir para a casa por não ter feito nada certo.</p>
<p>Gozaremos, à vontade, os nossos prazeres, as nossas certezas e também as nossas incertezas.</p>
<p>O que importa é que, apesar de tudo isso, te quero ao meu lado, e sei que me queres ao teu. Porque, independente do tempo que ficarmos juntos, a intensidade dos nossos sentimentos nos fará as pessoas mais felizes, eternamente enquanto durar.</p>
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		<title>Top 5 – Músicas para se ouvir durante a transa</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 00:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexo é uma coisa muito boa. Falar é legal, mas fazer, convenhamos, é muito melhor. Ainda que algumas pessoas dividam o ato em si em “sexo com tesão” e “sexo com amor”, não interessa: longe de mim entrar nessa discussão. O importante é que sexo é bom e só não gosta quem ainda não fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/musex.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/musex.jpg?referer=');"><img src="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/musex.jpg" alt="" title="musex" width="485" height="180" class="aligncenter size-full wp-image-1031" /></a></center></p>
<p>Sexo é uma coisa muito boa. Falar é legal, mas fazer, convenhamos, é muito melhor. Ainda que algumas pessoas dividam o ato em si em “sexo com tesão” e “sexo com amor”, não interessa: longe de mim entrar nessa discussão. O importante é que sexo é bom e só não gosta quem ainda não fez – ou fez e não foi direito; nesses casos, hora de trocar de parceria.</p>
<p>Como fazer a transa ficar melhor? Independente se é com quem tu namora ou com quem faz só casualmente, o “pecado” que todo mundo gosta de cometer pode ser apimentado. Tem aqueles que dão preferência a brinquedinhos, outros a roupas mais sensuais&#8230; mas as músicas também são uma ótima pedida para os diversos momentos da transa – e, por que não?, das diversas formas de transa?</p>
<p>Então, segue a lista feita por mim e por algumas pessoas que responderam a minha pergunta no Twitter: “Qual a melhor música para se ouvir durante a transa?”.</p>
<p><span id="more-1030"></span><br />
<strong>Striptease</strong></p>
<p>Ah, o striptease. Quem nunca se excitou vendo algum filme – erótico, ou não – em que a mulher faz aquelas poses sensuais, em um ritmo igualmente sensual? Uma mordida no lábio, um olhar um pouco mais sacana, um sorrisinho mais malicioso? Por que não, então, iniciar a brincadeira com uma das ações mais excitantes para a transa?</p>
<p>A música preferida para este momento é “Crazy”, do Aerosmith. Se a tua companheira não for lá essas coisas, imagina a Liv Tyler no clipe abaixo e, pronto, o meninão está felizão. E se tu for uma mulher e não se sente a vontade, ué, se inspira na dona boca e seja excitante. Senão outra vai ser.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LGM5GkINMMI?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/LGM5GkINMMI?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Amantes</strong></p>
<p>Tu podes ser o outro, como podes acabar tendo uma amante. Se tu for do sexo feminino, a premissa é a mesma. Mulheres necessitam não apenas serem amadas, mas sim, seduzidas. E, lógico, alguém que as faça mulher. Pelo menos é o que se pode interpretar quando a Betty Gibbons canta “Eu só quero ser uma mulher / Isso é tudo o que quero ser: uma mulher”.</p>
<p>Agora, imagina a situação. O cara ali no quarto e a mulher, com uma voz doce e sensual, enquanto ele está abraçado nela, diz “Eu só quero ser mulher”. Isso misturado com movimentos suaves dos dois corpos, colados, no ritmo contagiante da “Glory Box”, do Portishead, tem tudo para render uma transa daquelas de deixar marcada a vida do casal.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GxsopQLZpCI?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/GxsopQLZpCI?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Foda casual</strong></p>
<p>Não existe a melhor “tipo” de sexo. Sexo é bom sendo feito com a namorada, com a amante, ou com aquela guria que conheceu na festa e, durante o “evento”, acabou rolando muito mais do que a vontade de se beijar.</p>
<p>Mora com os teus pais e não pode levar quem eles não conhecem para lá? Motel existe para isso. Está sem grana para ir a um motel? Vai trabalhar, ô vagabundo. Mas se, ao menos, tiver um carro, tenha no porta-luvas um cd, ou, se for mais da tecnologia, uma pendrive e toca a música “Love in an elevator”, do Aerosmith. Vocês podem não estar em um elevador, mas, com certeza, ela estará em cima de ti, indo para cima e para baixo, como se fosse um.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/h3Yrhv33Zb8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/h3Yrhv33Zb8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Apaixonados</strong></p>
<p>Tem algo no jeito que ela se move que te faz não pensar em nenhuma outra? Tudo o que ela tem, na verdade, te agrada? Meu caro, estás apaixonado. Vai ser difícil alguma mulher movimentar teus olhos para vê-la.</p>
<p>Então, aproveite este ser sedutor que tem dentro de ti e vai para o abraço. Toca no rádio, enquanto vocês estão no quarto aos beijos, “Something”, dos Beatles. Só usa camisinha: pode estar apaixonado, mas se tiver menos de 30 anos, pode não ser uma boa hora para ser pai.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xzkhOmKVW08?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/xzkhOmKVW08?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Sedução</strong></p>
<p>Está sem namorada? Está a fim de conquistar uma? Aquela tua amiga, que nunca imaginou sentir nada? Seduza a dita cuja. Mostre a ela que tu podes ser mais que um amigo. Talvez apenas colorido, mas vai que seja um grande amor, não é? Afinal, eu acredito nessas coisas, por incrível que pareça.</p>
<p>Uma das melhores maneiras de conseguir esse efeito sedutor é ser um Don Juan, mas sem ouvir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw&amp;referer=');">Brian Adams</a>. Te inspira no Cazuza e no “Faz parte do meu show” e faça o teu show. De preferência, um show decente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xkVN4U9u9xM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/xkVN4U9u9xM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Bonus Track</strong></p>
<p>A guria não está muito a fim de ir pra cama contigo? Não adiantou nenhuma música decente para ela se libertar? Então, meu caro, seja homem o suficiente para mostrar quem é que manda. Chega no ouvido dela, te inspira no Velhas Virgens, e canta “Abre essas pernas pra mim, baby! Tô cansado de esperar&#8230;”.</p>
<p>Talvez seja isso que ela está precisando: um homem que saiba o que quer. Ou que mostre ter o que elas querem&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ah0AzEKHtms?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/ah0AzEKHtms?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Como isso aqui não é <a href="http://www.polishop.com.br" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.polishop.com.br?referer=');">Polishop</a>, não tem essa de &#8220;Sua satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta&#8221;. Até porque ninguém comprou isso, né?</p>
<p><em><strong>Agradecimentos: <a href="http://www.twitter.com/shanatorres" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/shanatorres?referer=');">@ShanaTorres</a>, <a href="http://www.twitter.com/francicampos" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/francicampos?referer=');">@FranciCampos</a>, <a href="http://www.twitter.com/taizze" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/taizze?referer=');">@TaIzze</a>, <a href="http://www.twitter.com/frantz__" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/frantz?referer=');">@Frantz__</a>, <a href="http://www.twitter.com/criaty" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/criaty?referer=');">@Criaty</a> e <a href="http://www.piero.jor.br" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.piero.jor.br?referer=');">Piero Barcellos</a></strong></em></p>
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		<title>Mick Jagger no meio dos colorados</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 03:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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		<description><![CDATA[A noite dessa quarta-feira prometia. Após o convite do Thomaz Rodriguez, um amigo meu do movimento escoteiro gaúcho, fui para o Só Comes, aqui em Porto Alegre, assistir o jogo do Internacional contra o Chivas de Guadalajara. Era um joguinho entre dois timinhos em busca do título continental mais cobiçado do&#8230; continente. E isso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/mick-colorado.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/mick-colorado.jpg?referer=');"><img src="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/mick-colorado.jpg" alt="" title="mick colorado" width="485" height="180" class="aligncenter size-full wp-image-1028" /></a></center></p>
<p>A noite dessa quarta-feira prometia. Após o convite do Thomaz Rodriguez, um amigo meu do movimento escoteiro gaúcho, fui para o Só Comes, aqui em Porto Alegre, assistir o jogo do Internacional contra o Chivas de Guadalajara. Era um joguinho entre dois timinhos em busca do título continental mais cobiçado do&#8230; continente. E isso que o colorado não precisa nem vencer o campeonato: pelo Chivas ser do México, ele faz parte da Concacaf e, por isso, não pode ir para Dubai competir no Mundial Interclubes<del datetime="2010-08-12T03:32:53+00:00"> Fifa é uma ova</del>.</p>
<p>Após ler no twitter que, como gremista, fui convidado a assistir o jogo por não ter mais o que fazer em uma quarta à noite, resolvi aceitar. Até pensei em levar a minha camiseta do Grêmio &#8211; pra tirar um pouco do mofo, sabe? -, mas por recomendações da minha mãe, considerei que valia mais a pena chegar em casa são e salvo do que com vários hematomas pelo corpo e algumas costelas quebradas.</p>
<p>Saí do trabalho e rumei para a Cidade Baixa. Cheguei lá antes do horário marcado &#8211; eram 18h50min quando apareci em frente a bodega, e o combinado era 19h30min &#8211; e resolvi dar uma voltinha pela quadra. Cantarolei algumas músicas do Foo Fighters que estava tocando no meu celular e, às 19h10min, cheguei em frente ao boteco. Sentei e esperei meus amigos chegarem.</p>
<p>Encontramo-nos (ó, que bonito início de parágrafo) e paramos para assistir ao jogo. Ninguém gritou o &#8220;Cala a Boca, Galvão&#8221;, até porque ouvir o jogo era o que menos acontecia, tamanha era a conversa.</p>
<p>Quarenta e seis minutos do primeiro tempo e o Bautista fez o gol do Chivas. Meus amigos colorados &#8211; Eduardo Furaste, Douglas que esqueci o sobrenome, Áquila que eu também não sei o sobrenome e Evelise que, pasme, não sei também o sobrenome &#8211; e outros que conheci na hora me olharam torto. Acharam que eu era o Mick Jagger da galera.</p>
<p>Segundo tempo, O Inter faz dois gols em menos de dez minutos. Tomei &#8220;gorraço&#8221; e alguns tapas na cabeça. Meus amigos são de fé, né? Depois o jogo acabou e tive que vir para a casa.</p>
<p>Todo mundo achou que eu fui lá para secar o Inter. Não fui. Sou gremista, mas secar time não é o que gosto de fazer. Posso não torcer, mas não seco de jeito algum. Talvez, por isso, eu não tenha sido o Mick Jagger colorado: se eu torcesse para o Inter, era capaz do Chivas ter ganhado essa coisa.</p>
<p>Já sei o que fazer da próxima vez. Vou ficar cantando &#8220;Satisfaction&#8221; durante o jogo. =)</p>
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		<title>Vai um Bib&#8217;s aí?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 15:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[As empresas agora parecem estar investindo sério nas redes sociais. Porque, se eu for contar no meu Twitter, acredito que pelo menos 10% dos meus seguidores são de empresas que me adicionaram. O problema é que poucas conseguem fazer uma ação de marketing interessante. A maioria delas fica só nas promoções, o que prolifera, cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/bibs.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/bibs.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-1025" title="bibs" src="http://cockpitgaucho.com.br/etceteraetal/wp-content/uploads/2010/08/bibs.jpg" alt="" width="485" height="180" /></a></center></p>
<p>As empresas agora parecem estar investindo sério nas redes sociais. Porque, se eu for contar no meu <a href="http://www.twitter.com" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com?referer=');">Twitter</a>, acredito que pelo menos 10% dos meus seguidores são de empresas que me adicionaram. O problema é que poucas conseguem fazer uma ação de marketing interessante.</p>
<p>A maioria delas fica só nas promoções, o que prolifera, cada vez mais, a raça #clienteiguatemi. Apenas para situar, os #clienteiguatemi são todos aqueles entram em determinada rede apenas para conseguir prêmios. Em consequência, tem muita empresa que investe nessa iniciativa, a fim de mostrar para os investidores &#8220;Olha, nós temos milhares de seguidores. Somos grandões&#8221;.</p>
<p>Só que a grande falha está aí: apenas uma troca de interesses. Quem tem Twitter corporativo está nessa pela parte quantitativa, e quem participa dessas promoções só querem saber do que vão ganhar de brinde, não se preocupando com nada além do prêmio. Isso inferniza a rede social do Twitter, em que, para mim, o interessante é a relevância do que é postado, e não os brindes que posso ganhar. Aí fica aquela guerrinha de RT&#8217;s (retwittes) que enche a timeline de todo mundo. O que é um saco, diga-se de passagem.</p>
<p>Mas também tem que elogiar quando a iniciativa é boa. Confesso que quando o <a href="http://www.twitter.com/cinebibs" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/cinebibs?referer=');">@cinebibs</a> começou a <a href="http://www.twitter.com/rodrigo_dias" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.twitter.com/rodrigo_dias?referer=');">me seguir</a>, pensei que era apenas mais uma empresa que estava ali para ganhar seguidores e viver de promoções, no estilo &#8220;Somos fodas porque temos milhares de seguidores&#8221;. A minha grata surpresa ao ver que estava enganado.</p>
<p>O @cinebibs tem um <a href="http://www.queb.com.br/cinebibs/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.queb.com.br/cinebibs/?referer=');">blog</a>. O blog, tem assuntos interessantes e, até certo ponto, relevantes. Ou vai dizer que, se fores ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.festivaldegramado.net/?referer=');">Festival de Cinema de Gramado</a>, não vais querer comer bem? Ou aquele cinema ali perto de casa? Será que é confortável e de qualidade?</p>
<p>Com uma linguagem divertida e fácil de assimilar, o @cinebibs caiu nas minhas graças. Por isso eu recomendo, já que o Etceteraetal.com não vive de publieditorial. =)</p>
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		<title>Antes tarde do que nunca</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 21:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[E, finalmente, a direção gremista resolveu demitir o Silas do comando do time, além do assessor de futebol, Luiz Onofre Meira. Como sou muito leigo nesse assunto de administração futebolística, não posso criticar o trabalho do segundo, porque, realmente, eu não sei o que ele fazia para dizer se era bom ou não. O Silas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E, finalmente, a direção gremista resolveu demitir o Silas do comando do time, além do assessor de futebol, Luiz Onofre Meira. Como sou muito leigo nesse assunto de administração futebolística, não posso criticar o trabalho do segundo, porque, realmente, eu não sei o que ele fazia para dizer se era bom ou não. O Silas eu posso não saber porra nenhuma, mas pelo menos sei o que ele deveria fazer: treinar o time.</p>
<p>O início até que foi promissor. Os percalços durante o Campeonato Gaúcho foram sanados com o título. Infelizmente, vai ser o único título que o Grêmio vai poder ostentar por muito tempo. Porque o tricolor gaúcho é um daqueles times que entra para as competições pensando no brinde, e não no título.</p>
<p>Duvida? Vão aqui algumas coisas&#8230;</p>
<p>&#8220;O Gauchão é o Ruralito&#8221; &#8211; Isso é comum ver torcedores dos dois times dizerem, mas os gremistas com muito mais ênfase. Gauchão é campeonato fraco, o Grêmio não tem que se puxar nessa competição&#8230;</p>
<p>&#8220;Copa Sulamiranda é a Série B da Libertadores&#8221; &#8211; Outra coisa que todos os gremistas falam. Que é um campeonato que não vale nada, que o Grêmio não deve nem se esforçar para ganhá-lo. Afinal, é apenas a série B do campeonato continental. Não vale porra nenhuma, mesmo.</p>
<p>&#8220;Brasileiro é um campeonato fraco&#8221; &#8211; Já vi muitos dizendo que não vale a pena conquistar o Brasileiro. Chegar entre os três primeiros é melhor do que ficar levantando a taça das bolinhas.</p>
<p>É com esse pensamento medíocre que o Grêmio não ganha nenhum título e vibra quando conquista o Gauchão, a ponto de fazer festa como se fosse título mundial. Não que o Gauchão não seja importante. Para mim, o importante é título, seja ele qual for. Por isso, equipe vencedora não escolhe certame: escolhe a vitória, seja em campeonato de várzea, seja no maior campeonato do mundo.</p>
<p>E justamente isso o Grêmio &#8211; direção e torcida &#8211; não faz. Fica sempre competindo pelas migalhas. A vaga na Libertadores é o que vale. Vão tomar no meio do cu, vocês, que pensam assim.</p>
<p>A vaga na Libertadores é só o recheio desse bolo todo. Ganhar o Brasileiro e a Sulamericana é coisa de gente que quer ser campeão. Porque, assim, o time se acostuma com vitórias. Assim, os capitães se acostumam a levantar taças.</p>
<p>Aliás, não querer ser campeão da Sulamericana como anos atrás &#8211; já que ela não valia vaga na Libertadores &#8211; é muito contraditório. Porque muitos gremistas têm o prazer de dizer que foi campeão da Série B, com a Batalha dos Aflitos. Ora, se fica contente com a Série B do Brasileiro, não pode escolher campeonatos para vencer.</p>
<p>E não me venham dizer que isso tem que começar pela diretoria. Pressão sempre foi o poder da torcida. Torcida tem que apoiar o time, é verdade, mas tem que pressionar os dirigentes para ser campeão. Esperar que os dirigentes digam o que é bom para a equipe é se contentar com migalhas. </p>
<p>E, infelizmente, o Grêmio virou isso: uma equipe que vive de migalhas.</p>
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		<title>Do casamento infeliz para o feliz</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 19:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O marido chegou em casa, mais uma vez, trêbado. Solange não se surpreendia mais com essa atitude de Sérgio. Quase todo o santo dia ele chegava bêbado em casa. E sempre torcia para que o olho que ele desse o soco não fosse o mesmo do dia anterior. Ou que mudasse o xingão. Ouvir sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O marido chegou em casa, mais uma vez, trêbado. Solange não se surpreendia mais com essa atitude de Sérgio. Quase todo o santo dia ele chegava bêbado em casa. E sempre torcia para que o olho que ele desse o soco não fosse o mesmo do dia anterior. Ou que mudasse o xingão. Ouvir sempre &#8220;Tu é uma vaca que não faz nada. A estagiária é uma vaquinha, mas ela faz muita coisa&#8221; não deve ser lá uma coisa muito boa.</p>
<p>Pois Sérgio chegou todo bêbado. Aos tropeços, falando embaralhado, trocando as letras e quetais. Logo ela pensou &#8220;Hoje ele não me bate&#8221;. Foi até a cozinha e se muniu com uma faca, daquelas de cortar carne, maior que o pinto do marido e, segundo ela mesmo contou para as amigas, mais grossa.</p>
<p>O marido foi até a cozinha, gritando &#8220;Solange, vem aqui. Eu quero falar contigo e agora!&#8221;.</p>
<p>Solange obedeceu, mas com a faca em punhos. Ao chegar na sala, não encontrou o marido.</p>
<p>Sérgio, a passos mudos, chegou por trás de Solange, falando:</p>
<p>- Agora tu vai ver o que é bom&#8230;</p>
<p>- Por favor, hoje não! Hoje, não!</p>
<p>- Como assim, hoje não?</p>
<p>- Tu sempre faz isso, e hoje eu não quero. Olha o que eu tenho na mão!</p>
<p>Solange ameaçou Sérgio com uma faca. Toda vez que ele dava um passo para frente, lá ia ela, empunhando a arma branca direto para o salamito do marido.</p>
<p>O maridão ficou com medo e recuou.</p>
<p>- Mulher, tu não é mais a mesma&#8230;</p>
<p>- Tu é que não é mais o mesmo &#8211; esbravejou ela. &#8211; A única coisa que tu sabe fazer comigo é me bater. Transar que é bom, nada. E agora, se tu&#8230;</p>
<p>Ele percebeu quando ela baixou a guarda e se avançou na mulher. A mão direita dele levantada lembrava os tempos de ontem &#8211; literalmente &#8211; quando ele a enchia de tapa por tudo. Dessa vez, a mão foi diferente. Puxou-a pela nuca. A outra, levou o quadril dela para junto do dele. Sentiu o salamito se transformar em salame colonial.</p>
<p>- Essa cerveja é melhor que as outras. Até me deu vontade de transar contigo&#8230;</p>
<p>E foi uma noite maravilhosa. Segundo ela, conseguiram ficar mais de 15 minutos fazendo sexo. Uma alegria.</p>
<p>A receita, agora, é sempre ter algumas garrafas de <a href="http://bebendobem.tumblr.com/post/885632224/cerveja-com-queijo-melhora-seu-desempenho-sexual" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/bebendobem.tumblr.com/post/885632224/cerveja-com-queijo-melhora-seu-desempenho-sexual?referer=');">cerveja com queijo</a> na geladeira.</p>
<p>Tapas? Nunca mais. Bem, só entre quatro paredes. E às vezes é ele quem pede&#8230;</p>
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